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CLEITON CÉSAR - TV Uni Tupã


Minha história no rádio e na comunicação começou em casa. Filho do radialista João Antonio de Oliveira, meu herói e ídolo, convivi neste meio desde a mais tenra idade.

Nasci em Tupã no dia 13 de novembro de 1976. Meu pai, natural de Cândido Mota, trabalhou na Rádio Clube Tupã de 1977 a 86. Neste período ele me carregou várias vez para os estúdios da emissora, então na rua Bororós, e para a cabine da Clube no Estádio Municipal Alonso Carvalho Braga. Para uma criança esse universo era mágico!

Em casa o rádio vivia ligado, sintonizado na Clube, outras vezes na Rádio Tupã. Havia na residência da rua Aleixo Corrêa Neto, 75, na Vila Marajoara, um aparelho de som 3 em 1. Por isso em casa também havia discos e fitas, boa parte do tempo com som nas caixas!

No ano de 1986, depois de um concurso, meu herói foi para a cidade de São Paulo onde assumiu a função dele no serviço público federal. Nós, minha mãe - Maria do Carmo, a Carminha - e meus irmãos, Cleverson e Cleber, passávamos a semana com o pai longe. Ele chegava a Tupã na noite de sexta-feira e voltava para a capital paulista na tarde do domingo. Essa situação, que nos causava muita saudade, durou até abril de 90. Nessa época toda a família seguiu para a capital. A vida estava plena novamente, com o pai em casa todos os dias.

No dia 28 de março de 1991, por volta das 7h30 daquela quinta-feira, véspera do fim de semana de Páscoa, a dor mais profunda nos atingiu a todos. Um acidente tirou dos três filhos o pai, a mãe e a vó paterna Lídia, a única viva de todos os avós. A vida depois disso nunca mais foi a mesma e a saudade é até hoje companheira.

O início no rádio, aos 16 anos, foi motivado pela tia Maria Izabel Rocha. Ela um dia me disse para ir para a Rádio Clube onde eu iria trabalhar. Preocupara-se a tia com o encaminhamento dos filhos da irmã gêmea.

E lá estava eu na Clube, mesma emissora que meu pai trabalhou, das minhas memórias infantis, com profissionais que haviam trabalhado com ele. Como fui feliz de 93 a 94 como operador de áudio da Clube de Tupã.

De 95 a 2000 passei pela prefeitura da cidade, atuei na secretaria de esportes, com Ricardo Amado, na divisão de tributação, com Arnaldo Barros, e assessoria de imprensa, com o jornalista e professor Alziro Sanches. Lá apresentei eventos públicos, como solenidades, gincanas esportivas e shows.

Passei os anos de 96 e 97 na Rádio Tupã AM. Lá eu participava do programa Rotativa no Ar, com os anúncios de compra e venda e começava a aprender mais sobre locução com Toninho de Fáveri. Durante umas férias do Toninho, apresentei o Rotativa ao lado do doutor Pedro Basan.

Ainda em Tupã atuei na Rádio Paulista FM (hoje Band), em 98 e 99. Foi também um experiência muito valiosa. Ali trabalhei com Jota Neves no jornalismo e com Antonio Carlos Galvão em um programa esportivo, além de apresentar programas musicais.

O ano 2000 chegou com a conclusão do curso de Direito na FADAP. Com o desejo de conhecer outros lugares e profissionais mudei para Belém, capital do Pará, onde fiquei até novembro de 2022.

Ingressei na Rádio Liberal em 18 de agosto de 2000 e lá fiquei até 2019. A emissora fazia uma seleção para duas vagas para a função de locutor-noticiarista. Eram pouco mais de 50 profissionais. Fui um dos selecionados, junto com o colega Roberto do Vale. Foram 19 anos na empresa, onde atuei também como repórter, repórter de campo, narrador esportivo, apresentador de programas, mediei debates promovidos pela rádio Liberal com candidatos à prefeitura de Belém.

Em 2005, por convite do chefe da equipe esportiva, Valmir Rodrigues, comecei a narrar futebol no rádio. Função que seguiu até 2006. Em 2006 tive a oportunidade de narrar na TV para os canais Globosat - Sportv e Premiere -



os jogos de Paysandu e Remo contra os adversários da série B. Convidado pela empresa fui fazer 2 jogos no Recife e 1 em Natal.

Uma grande alegria se deu em 2007. Eu estava escalado para um jogo do Remo faria em Belém. Antes da partida, mas já na cabine do Mangueirão, participei do programa Arena Sportv, apresentado por Marcelo Barreto. Ele começou a rodar as praças que teriam os jogos transmitidos e chamou Jota Júnior. O produtor me avisou para ficar pronto para entrar. O ídolo Jota Júnior, que fazia um jogo em Campinas, foi quem, com tela dividida entre nós dois, me chamou com as informações jogo de Belém. Contive a alegria do momento, fiz a minha passagem e devolvi para o estúdio e Marcelo Barreto, quebrando o protocolo disse:

- Que boa entrada do Cleiton lá em Belém!

Que dia feliz!



Essa experiência nos canais Globosat se estendeu até 2016, com algumas interrupções em função da queda das equipes para a série C, que não contava com transmissões do grupo. Foi em uma dessas transmissões que tivemos a enorme alegria de conhecer, apertar a mão e trocar rápidas palavras com o ídolo maior Luciano do Valle.

Outra experiência foi atuar como locutor de cabine na TV Liberal, afiliada à Rede Globo de Televisão, de 2003 a 2007.

Também pelo grupo Liberal fui escolhido, entre cinco profissionais, pela cabeça da rede CBN, em São Paulo, para ser o âncora do CBN Belém, em uma nova emissora das Organizações Rômulo Maiorana. Estive nessa função de 2008 a 2011.

Nos anos 2008 e 2009 passei pela Rádio Unama, nas funções de noticiarista e apresentador de programas.



Em 2012, fui convidado pelo Governo do Pará para narrar os jogos do campeonato estadual pela TV Cultura, que, naquele ano, adquiriu os direitos de transmissão junto a Federação Paraense de Futebol. Narrei grandes jogos da dupla - Re-Pa, principalmente nas finais realizadas no Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão. Atuamos pela TV Cultura até 2022.

Em Belém também nos formamos em jornalismo em 2011.

Em 2020 começávamos a montar uma produtora audiovisual quando a pandemia chegou. Por questões familiares foi necessário ficar em isolamento durante a pandemia. Aproveitei para fazer cursos de edição de vídeo e efeitos visuais. Neste período avaliei a vida e decidi voltar para mais perto dos irmãos, no interior Paulista, o que se deu em novembro de 22.

De volta à cidade natal, temos tido reencontros cheios de amizade e carinho, que aquecem nosso coração depois dos isolamentos provocados pela Covid-19. Profissionalmente temos colaborado com a TV Uni Tupã em transmissões de jogos de futebol, basquete e vôlei. O desejo é seguir para a capital paulista, mas essa mudança será só depois do 6º Encontro dos amigos da Imprensa, que se realizará no próximo dia 11 de novembro.

Sou muito grato a vários profissionais competentes, em Tupã e Belém, que me auxiliaram a diminuir minhas imperfeições. Consciente da necessidade de aprimoramento contante, estamos participando de curso de narração, em uma plataforma online, com Jota Júnior, João Guilherme, Paulo Andrade e Fernando Camargo.

Estar neste meio, enfim, é uma busca incessante de manter viva a memória paterna e homenageá-lo, uma vez que, além de melhor pai do mundo e grande incentivador, nos encantou com toda a competência e comunicação vibrante que possuía.




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