sábado, 4 de setembro de 2010

Ibope, Datafolha e Fox Populi dá Dilma em primeiro turno

Os meios de comunicação estavam esperando uma queda nas pesquisas com o episódio do sigilo fiscal, mas não foi que aconteceu.

Os três institutos de pesquisas mais conceituados do Brasil, aponta Dilma com mais de 50% das intenções de Votos e já vencendo em primeiro turno.
Datafolha mostra liderança de Dilma estável em 50%, Serra 28%. De acordo com a pesquisa realizada entre os 2 e 3 de setembro e divulgado na manha de sábado Dilma venceria já no primeiro turno.

O Ibope mostra Dilma com 51% e Serra com 27% , segunda as pesquisa se a eleição fosse hoje Dilma venceria no primeiro turno. Somando os votos validos Dilma teria 59% (excluindo os votos branco, nulos e indeciso).
Nas avaliação espontânea tem oscilação, Dilma passou dos 41% para 43%. Serra aparece com 20%, menos da metade.

Vox Populi mostra 52% e Serra 24%, segunda pesquisa diária Dilma venceria no primeiro turno.
A pesquisa, do tipo "tracking", é atualizada diariamente com 500 entrevistas e trabalha com uma amostra consolidada de 2 mil questionários.
Em minha opinião o Vox Populi é o mais completo órgão de pesquisa, pois em suas entrevistas com as pessoas, coleta a tendências, mas os endereços e telefones dos entrevistados.
Sendo assim, fácil de comprovar a veracidades das pesquisas. Aleatoriamente o responsável pode confirmar as informações ligando para as mesma.
Parabéns Vox Populi pela seriedades das pesquisas.
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

'Que pena que Lula não apoia Serra'

"Se você pegar qualquer pesquisa e perguntar por que vota na Dilma, é por causa do Lula. É interessante pegar pesquisas de grupos. Muita gente diz: 'Que pena que o Lula não apoia o Serra. Porque eu queria mesmo era votar nele. Mas eu voto na candidata do Lula'", disse Serra em entrevista ao IG.
A matéria completa você vê aqui no IG.

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Entrevista do Serra inocenta Dilma

A entrevista do candidato Serra ao IG sobre a quebra do sigilo fiscal abre um margem de contradição.
José Serra inocenta Lula, por que não tem provas concretas, mas ele disse que tem a quebra do sigilo está ligado a Dilma.
Não seria o contrario, pois quem é o governante é o Lula e cabe a ele as falhas dos órgãos públicos, não a Dilma.
Mas o candidato Serra tem medo de atirar numa popularidade com mais de 80% de aprovação do governo Lula, preferiu atacar a candidatura da Dilma.

iG - O senhor acredita que a Dilma ou o Lula sabiam sobre as quebras de sigilo?

José Serra - Isso não é relevante. A campanha é de responsabilidade da candidata e as pessoas que ela escolhe são de responsabilidade dela. Eu não acho que acredito. Qualquer pessoa que leia o que está na imprensa vê que houve envolvimento. Houve ato criminoso de quebra de sigilo com fins político-eleitorais que são óbvios. Têm publicações anteriores à revelação da quebra de sigilo, que vêm desde o ano passado, com dados provenientes das quebras de sigilo. São publicações ligadas à campanha que, óbvio, já existe há dois anos, dois anos e pouco. Ela é responsável, sem dúvida nenhuma. Você é responsável pelo o que acontece na sua campanha.

iG - O senhor avisou o presidente Lula?

Serra - Eu o encontrei em janeiro e eu disse a ele, na mesma ocasião que eu disse que ia ser candidato, que havia uma armação contra familiares meus, inclusive no blog dos amigos do Lula, no blog da Dilma, que tinham elementos de quebra de sigilo. Disse que estava preocupado e passei cópia disso para ele em janeiro. Só se confirmou a quebra agora. Eu suspeitava. Nunca fiz muito segredo disso. Não declarei à imprensa, mas disse a várias pessoas que eu achava que tinha tido quebra ilegal de sigilo.

iG - Por que o senhor não falou à imprensa?

Serra - Porque eu não tinha prova daquilo. Apenas suspeitas de que havia quebra de sigilo por dados que eram publicados nesses blogs sujos e também no blog dos amigos do Lula e no blog da Dilma. E essa história de que a Dilma não era candidata é brincadeirinha. Ela é candidata há dois anos. Praticamente deixou o governo, só manteve o cargo, para ficar fazendo campanha. Acho engraçado ela dizer isso e todo mundo encarar com normalidade. Ela já estava com tudo organizado.

iG - O presidente podia ter feito alguma coisa?

Serra - Isso é um problema dele. É o Lula que pode dizer. Isso aconteceu em janeiro, não o intimei até porque não tinha provas. Não revelei a ele algo que estivesse acontecendo. Eu revelei que algo podia estar acontecendo. E também meu profundo desagrado por ataques a minha filha.

iG – O presidente Lula nunca mais falou com o senhor sobre isso?

Não. Nunca mais conversei com Lula a sós. Mas veja, não pedi a ele providências porque não tinha nenhuma evidência definitiva. Manifestei preocupação política, de que essa não era uma maneira de uma campanha se desenvolver, com esse tipo de coisa, com ataques familiares.

iG - Agora o senhor acha que o governo federal está investigando?

Serra - Estão fazendo uma operação abafa claríssima. A Receita Federal tinha a informação de que essa procuração de que minha filha teria dado era falsa. E eles não revelaram isso. Essa é uma coisa que eles ainda vão ter de responder na Justiça porque é um órgão público. A Receita é quem arrecada imposto no Brasil. Ela está acima de partidos, de quem está no governo. E a Receita está sendo maculada pelo uso político-partidário de informações dela. E hoje ainda tem no jornal suspeita de quebra de sigilo bancário de adversários eleitorais do governo. Isso tudo tem que ser investigado.

iG - Advogados da família estudam entrar com ação?

Serra - Sem dúvida, isso minha filha vai decidir.

iG - Contra Dilma?

Serra - Isso é questão do Estado. Uma coisa é eleição, que só tem a Justiça eleitoral. Outra coisa é o dano que causa à pessoa. E aí é causado pelo Estado. Tem que se descobrir os culpados e tem que ter reparação. E o governo e a Receita estão fazendo corpo mole e operação abafa.

iG - Isso não é responsabilidade do presidente, já que ele nomeou o ministro e o ministro nomeou o secretário da Receita?

Serra - Responsabilidade maior sempre é. Mas eu não estou dizendo que foi o Lula que mandou fazer.

iG - Mas ele pode atuar para resolver?

Serra - É o que se espera.

iG - Fernando Henrique Cardoso disse que "José Serra não é Zé". O ex-governador Aécio Neves pediu mais ousadia. Como o senhor responde a isso?

Serra - Isso é ti-ti-ti, não tem importância nenhuma. Ele não disse isso a mim.

iG - Mas mudou a campanha. Ela está mais agressiva, não?

Serra - Não. A campanha vai seguindo seu rumo.

iG - O senhor diz que o eleitor se decide na segunda quinzena de setembro. Isso tem a ver com o rumo da campanha?

Serra - Isso é o que costuma acontecer nas eleições. Na Colômbia, por exemplo, o rumo final aconteceu no último mês. Campanha não é resolvida na pesquisa nem com muita antecipação.

iG - No ano passado teve mensalão e Francenildo, mas esses assuntos não foram abordados na primeira fase da campanha. Agora, pela primeira vez, o senhor levou esses escândalos para a TV.

Serra - É porque aconteceu agora de novo. Eu virei veterano de alvo do PT. Em 2002, em 2006 e 2010. O chamado dossiê dos aloprados era voltado contra mim, que foi organizado pelo Mercadante. Não pegou porque eu tenho a ficha limpa, alva. Eles atuam como escorpião. O escorpião pede carona ao sapo para atravessar um riacho. No meio, o escorpião aplica um ferrão no sapo e o sapo diz que ele vai morrer afogado. Mas ele diz que é da sua natureza.



iG - O senhor acredita que a Dilma ou o Lula sabiam sobre as quebras de sigilo?

José Serra - Isso não é relevante. A campanha é de responsabilidade da candidata e as pessoas que ela escolhe são de responsabilidade dela. Eu não acho que acredito. Qualquer pessoa que leia o que está na imprensa vê que houve envolvimento.
Houve ato criminoso de quebra de sigilo com fins político-eleitorais que são óbvios. Têm publicações anteriores à revelação da quebra de sigilo, que vêm desde o ano passado, com dados provenientes das quebras de sigilo. São publicações ligadas à campanha que, óbvio, já existe há dois anos, dois anos e pouco. Ela é responsável, sem dúvida nenhuma. Você é responsável pelo o que acontece na sua campanha.

iG - O senhor avisou o presidente Lula?

Serra - Eu o encontrei em janeiro e eu disse a ele, na mesma ocasião que eu disse que ia ser candidato, que havia uma armação contra familiares meus, inclusive no blog dos amigos do Lula, no blog da Dilma, que tinham elementos de quebra de sigilo. Disse que estava preocupado e passei cópia disso para ele em janeiro. Só se confirmou a quebra agora. Eu suspeitava. Nunca fiz muito segredo disso. Não declarei à imprensa, mas disse a várias pessoas que eu achava que tinha tido quebra ilegal de sigilo.

iG - Por que o senhor não falou à imprensa?

Serra - Porque eu não tinha prova daquilo. Apenas suspeitas de que havia quebra de sigilo por dados que eram publicados nesses blogs sujos e também no blog dos amigos do Lula e no blog da Dilma. E essa história de que a Dilma não era candidata é brincadeirinha. Ela é candidata há dois anos. Praticamente deixou o governo, só manteve o cargo, para ficar fazendo campanha. Acho engraçado ela dizer isso e todo mundo encarar com normalidade. Ela já estava com tudo organizado.

iG - O presidente podia ter feito alguma coisa?

Serra - Isso é um problema dele. É o Lula que pode dizer. Isso aconteceu em janeiro, não o intimei até porque não tinha provas. Não revelei a ele algo que estivesse acontecendo. Eu revelei que algo podia estar acontecendo. E também meu profundo desagrado por ataques a minha filha.

iG – O presidente Lula nunca mais falou com o senhor sobre isso?

Não. Nunca mais conversei com Lula a sós. Mas veja, não pedi a ele providências porque não tinha nenhuma evidência definitiva. Manifestei preocupação política, de que essa não era uma maneira de uma campanha se desenvolver, com esse tipo de coisa, com ataques familiares.

iG - Agora o senhor acha que o governo federal está investigando?


Serra - Estão fazendo uma operação abafa claríssima. A Receita Federal tinha a informação de que essa procuração de que minha filha teria dado era falsa. E eles não revelaram isso. Essa é uma coisa que eles ainda vão ter de responder na Justiça porque é um órgão público. A Receita é quem arrecada imposto no Brasil. Ela está acima de partidos, de quem está no governo. E a Receita está sendo maculada pelo uso político-partidário de informações dela. E hoje ainda tem no jornal suspeita de quebra de sigilo bancário de adversários eleitorais do governo. Isso tudo tem que ser investigado.

iG - Advogados da família estudam entrar com ação?

Serra - Sem dúvida, isso minha filha vai decidir.

iG - Contra Dilma?

Serra - Isso é questão do Estado. Uma coisa é eleição, que só tem a Justiça eleitoral. Outra coisa é o dano que causa à pessoa. E aí é causado pelo Estado. Tem que se descobrir os culpados e tem que ter reparação. E o governo e a Receita estão fazendo corpo mole e operação abafa.

iG - Isso não é responsabilidade do presidente, já que ele nomeou o ministro e o ministro nomeou o secretário da Receita?

Serra - Responsabilidade maior sempre é. Mas eu não estou dizendo que foi o Lula que mandou fazer.

iG - Mas ele pode atuar para resolver?

Serra - É o que se espera.


iG - Fernando Henrique Cardoso disse que "José Serra não é Zé". O ex-governador Aécio Neves pediu mais ousadia. Como o senhor responde a isso?

Serra - Isso é ti-ti-ti, não tem importância nenhuma. Ele não disse isso a mim.

iG - Mas mudou a campanha. Ela está mais agressiva,não?

Serra - Não. A campanha vai seguindo seu rumo.

iG - O senhor diz que o eleitor se decide na segunda quinzena de setembro. Isso tem a ver com o rumo da campanha?


Serra - Isso é o que costuma acontecer nas eleições. Na Colômbia, por exemplo, o rumo final aconteceu no último mês. Campanha não é resolvida na pesquisa nem com muita antecipação.

iG - No ano passado teve mensalão e Francenildo, mas esses assuntos não foram abordados na primeira fase da campanha. Agora, pela primeira vez, o senhor levou esses escândalos para a TV.

Serra - É porque aconteceu agora de novo. Eu virei veterano de alvo do PT. Em 2002, em 2006 e 2010. O chamado dossiê dos aloprados era voltado contra mim, que foi organizado pelo Mercadante. Não pegou porque eu tenho a ficha limpa, alva. Eles atuam como escorpião. O escorpião pede carona ao sapo para atravessar um riacho. No meio, o escorpião aplica um ferrão no sapo e o sapo diz que ele vai morrer afogado. Mas ele diz que é da sua natureza.
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O Brasil oculto que a mídia não mostra(Luciano Costa)

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou na quarta-feira (1/9) os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2010, um complexo de estudos que faz um amplo retrato do estágio de desenvolvimento do País, com as perspectivas de resolução de problemas históricos e os setores que devem merecer a atenção das políticas públicas.

Com tal arsenal de informações em mãos, qualquer jornalista consciente de sua profissão sairia correndo para questionar os candidatos à Presidência da República, aos governos dos Estados e ao Senado sobre seus planos de atuação.

Mas não no Brasil.

A imprensa brasileira apenas se referiu, sumariamente, a alguns aspectos do estudo, em suas edições online, e algumas emissoras de rádio e televisão fizeram citações durante os noticiosos noturnos, mas se resumiram quase exclusivamente ao aspecto ambiental.

Ameaça ao patrimônio

Os números apresentados pelo IBGE certamente estão desde quarta-feira sendo digeridos por analistas de investimento, seguradoras, bancos, sociólogos e cientistas políticos. Mas não parecem interessar aos jornalistas.

Nenhum dos chamados grandes jornais deu importância ao trabalho, com exceção do Estado de S.Paulo que, no entanto, pinçou apenas o trecho do estudo que se refere ao desmatamento do Cerrado, compondo uma página inteira com esse tema na seção "Vida".

O levantamento revela que 48% da área total do Cerrado foi devastada até 2008, de acordo com os últimos dados disponíveis – o que coloca esse bioma entre os mais ameaçados de extinção. A causa principal do desmatamento é a exploração irracional da pecuária.

A preocupação com o Cerrado é válida, porque aquela região concentra importantes reservas de água doce, guardando as nascentes das principais bacias hidrográficas do país. Além disso, como a atenção da opinião pública se volta majoritariamente para a Amazônia, esse bioma vem sendo devastado sem que isso mobilize os ativistas ambientais e a imprensa.

Segundo fonte citada pelo Estadão, o Brasil ainda não tem uma política nacional para o problema. Pode-se acrescentar que o projeto de flexibilização da legislação florestal, que tramita no Congresso, é uma ameaça adicional a esse patrimônio. Mas há muito mais do que isso no estudo do IBGE.

Mais esforço

Destaque-se o esforço do jornalão paulista em esmiuçar pelo menos um capítulo do imenso trabalho do IBGE. Mas o estudo não se resume à questão ambiental, e, em tempos de campanha eleitoral, seria até mais interessante que a imprensa destrinchasse os dados sobre o desenvolvimento social do país, para instigar os candidatos e fazê-los assumir algum compromisso com programas realmente estratégicos.

O estudo do IBGE conclui, por exemplo, que o Brasil mantém o ritmo de crescimento econômico e evolui nos principais indicadores sociais, mas persistem desigualdades regionais e sociais.

A série de diagnósticos, iniciada em 2002, mostra uma evolução também na questão ambiental, mas revela que o Brasil ainda está longe de conter a degradação de ecossistemas e a perda de biodiversidade em seu território e de criar condições socioambientais adequadas nos centros urbanos.

Composto por 55 indicadores, o IDS 2010 permite analisar de forma transversal informações ambientais, sociais, econômicas e institucionais, formando um mosaico que retrata as condições reais de vida no Brasil e para onde o país caminha, em termos de desenvolvimento sustentável.

O tema é complexo demais para ser esgotado em apenas um dia, e exigiria algum esforço das redações para ser apresentado aos leitores em toda sua extensão. Mas uma coisa é mergulhar em determinado assunto, e outra é ignorar completamente sua existência.

O que ficou escondido

Os jornais poderiam, por exemplo, fazer um resumo, mostrando que avançamos na questão ambiental, mas ainda há muito por fazer; que há grandes mudanças nas questões social e econômica, que talvez expliquem a altíssima popularidade do atual presidente da República.

Poderiam fazer referência à queda do número de internações por problemas ligados a saneamento, à persistência de grande proporção de domicílios inadequados, ao aumento da violência nas grandes cidades, à redução da mortalidade infantil e ao novo perfil de consumo.

Passando ao largo dessas questões, qualquer debate sobre política, economia e outros temas fica preso ao terreno das cogitações e do declaracionismo. Mas a imprensa não parece interessada em mostrar o verdadeiro Brasil aos brasileiros.

Por Luciano Martins Costa , Observatório da Imprensa
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É pra ontem a investigação da PF

Com autorização do presidente Lula e o ministro da justiça Luiz Paulo Barreto, a Policia Federal começou, ontem, quinta-feira dia 2 de setembro, a periciar o computador que foi alvo da quebra de sigilo fiscal na Receita Federal de Mauá dos dirigentes do PSDB no intuito de solucionar e mostrar os verdadeiros responsáveis.
A polícia federal recebeu os disco rígidos do computado, Adeildda Ferreira dos Santos da Receita Federal por ordem da justiça que agora está sendo periciado se existem algum suposto de violação do sigilo bancário.

Chega Brasil, de especulações e julgamentos no tribunal da imprensa

A superintendência da PF em São Paulo recebeu orientação para ouvir a filha de José Serra (PSDB), Verônica Serra, que também teve dados fiscais ilegalmente acessados. A PF vai colher o padrão gráfico da caligrafia de Verônica para fazer a comparação, em exame grafotécnico, com a assinatura da procuração usada pelo contador Antônio Carlos Atella Ferreira para obter os dados dela.

Também por orientação de Brasília, onde tramita o inquérito, a superintendência expediu mandado de intimação para tomar o depoimento de Atella o quanto antes. Por ter se utilizado de uma procuração falsa, o contador passou a ser investigado, com Adeildda, como suspeito pelo vazamento de dados fiscais. Ele deve ser indiciado por falsidade ideológica e uso de documento falso. A PF também deve apreender o disco rígido de um computador da delegacia da Receita de Santo André, utilizado para invadir os dados de Verônica.

Investigação. Embora a Receita investigue apenas crimes comum e administrativo, a Polícia Federal não descartou a hipótese de crime eleitoral, que ganhou força com a descoberta de nome de Verônica entre os alvos de devassa ilegal. Até agora, foram interrogadas 12 pessoas, entre testemunhas e suspeitos de envolvimento no caso. Os dados fiscais de Eduardo Jorge foram parar no núcleo de inteligência da pré-campanha da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, que nega responsabilidade no episódio.

De acordo com uma fonte da PF com acesso à investigação, será feito o rastreamento dos envolvidos a partir do cruzamento de informações. O foco é investigar todos os aspectos do vazamento: quem encomendou, como foi feito e a quem serviu. Foram detectados pela Receita 140 acessos indevidos no computador de Adeildda, com uso da senha da analista Antônia Aparecida dos Santos Neves, chefe da delegacia de Mauá.

Fonte: http://www.estadao.com.br/
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Beijo gay na propaganda eleitoral

Mais um apelo vinda dos partidos com tempo pequeno nas propagandas eleitorais, os partidos nanicos sem tempo suficiente para mostrar suas propostas de governo vem mudando o jeito de fazer campanha. Com pouco tempo para divulgar sua imagem no público eleitoral, eles apostam no apelo (sensacionalista) para chamar atenção do povo.

Já vimos em campanhas, o apelo sentimental da Dilma Rousseff, o apelo sensacionalista do candidato Serra, e o inesquecível e saudoso Enéas, com sua frase ( Meu nome é Enéas).

Agora o PSOL lança uma campanha mais que polêmica com um beijo gay para chamar atenção do povo e sem esquecer da progaganda eleitoral com cenas de sexo no Motel.

Waldir Agnello, deputado estadual que concorre à reeleição pelo PTB, entrou com uma ação no TSE contra o beijo gay, sobre os argumentos de defender “bons padrões da moralidade” e de que o beijo entre dois homens não teria relação com propostas políticas.


Mas Segundo o Juiz Auxiliar do TRE Antonio Carlos Mathias Coltro, a defesa da união civil é uma reivindicação de cunho político e o beijo entre duas pessoas do mesmo sexo já é uma questão da realidade cotidiana.

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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Comentário de Rodrigo Viana

A melhor ferramenta para desarmar o discurso desesperado de Serra, nesse episódio da Receita Federal, é ler com calma uma declaração do próprio candidato, durante evento nessa quarta-feira, em São Paulo:

“A candidatura da Dilma está querendo fazer comigo a mesma coisa que o Collor fez com o Lula em 1989, quando o Collor ganhou eleição, pelo receio de que nós ganhemos a eleição”.

Faz algum sentido? Claro que não. Serra tem hoje, segundo levantamento do IG/Band/Vox, menos da metade das intenções de voto de Dilma. O PT estaria desesperado para conter o avanço de Serra? Só na cabeça do candidato tucano.


Faz algum sentido? Claro que não. Serra tem hoje, segundo levantamento do IG/Band/Vox, menos da metade das intenções de voto de Dilma. O PT estaria desesperado para conter o avanço de Serra? Só na cabeça do candidato tucano.

Em 89, às vésperas do segundo turno, Lula subia nas pesquisas, estava a menos de 5 pontos de Collor. O ataque de Collor a Lula – utilizando depoimento escabroso da mãe de Lurian e ex-namorada de Lula – foi um ato desesperado. E deu resultado.

Agora, quem está desesperado é Serra, não Dilma.

Ouros fatos chamam atenção. Vamos a eles.

1) O vazamento de dados sigilosos precisa mesmo ser investigado, é fato grave, mostra a fragilidade do sistema da Receita. Negar esse dado da realidade, em nome da defesa da candidatura de Dilma, é negar-se a ver a realidade.

2) O contador que levou a procuração (falsificada) até a delegacia da Receita em Santo André tem amplo histórico de falcatruas. Chama a atenção que diga: “Voto no Serra, sou eleitor dele”.

3) Por ora, não há qualquer indício de que o PT tenha atuado para obter os dados de Verônica. Cá entre nós: se existe o tal “Estado policial” a que se referem os tucanos, para que ir até uma delegacia da Receita e levantar o sigilo fiscal da filha de Serra? Bastaria ao malvado diretor da Receita obter os dados, que são registrados em computadores e podem ser acessados de Brasília, por exemplo. Pra que ir até o ABC paulista , e deixar tudo registrado (como registrado ficou, convenientemente, para a campanha tucana)?

4) Quem são os petistas envolvidos nisso? Como associar Dilma e sua campanha? A quebra de sigilo ocorreu ano passado, quando nem havia campanha. Se houver gente do partido de Dilma envolvida, deve haver punição a quem praticou a ilegalidade – como a qualquer outro cidadão. É óbvio. Mas isso tudo não faz sentido: que vantagem teria Dilma em quebrar sigilo numa eleição praticamente ganha?

5) O sigilo fiscal foi quebrado em setembro de 2009. De novo, convenientemente, só veio à tona um ano depois, às vésperas da eleição, num momento em que Serra despenca nas pesquisas, contrata um guru indiano, muda slogan e tenta relançar a campanha. Detalhe: a primeira informação sobre o episódio saiu na “Folha” – amiga do peito dos tucanos. O “escândalo” tem toda a pinta de um factóide lançado na mesma esteira da “renovação” da campanha serrista, agora nas mãos do tal guru.

6) O “Painel” da “Folha” dá hoje uma nota que é quase uma confissão da tática tucana: “Os tucanos garantem que os episódios de violação de sigilo não param nos já investigados“. Ou seja, outros factóides virão por aí, os tucanos já sabem, a “Folha” já sabe. Virão a conta-gotas, conforme interesar possam à candidatura de Serra.

7) É evidente a diferença de tratamento para o caso nos diferentes portais da internet. Acabo de conferir: UOL (do grupo “Folha”) mantém a história na manchete principal (com um viés politizante, que interessa à campanha de Serra); Terra e IG tratam do tema com mais cuidado, abrindo o leque para todas as possbilidades; o G-1 (da Globo), supreendentemente também é cuidadoso, e trazia na quinta-feira (2 de setembro) pela manhã manchete sobre o crescimento da produção industrial no Brasil.

O que isso tudo quer dizer?

A “Folha” é a mais desesperada e a mais serrista. Na Globo, a turma de Ratzinger deve estar à espera das pesquisas. Se sentirem que o episódio tem alguma chance de ajudar Serra, entrarão no jogo dos tucanos, com matérias diárias no “JN”, durante um mês. Se o indício for de que Serra está mesmo perdido (como tudo indica), a Globo deve tirar o pé, e acompanhar o caso com mais parcimônia. Deixará ao “O Globo” a tarefa de bater pesado (os leitores tucanos do jornal, na zona sul do Rio, querem ver sangue).

Em 2006, a família Marinho e Ratzinger farejaram que o caso dos “aloprados” podia garantir segundo turno. E partiram pra cima de Lula. Eu trabalhava na Globo, e vi tudo de perto. Farão o mesmo agora? Saberemos em breve…

Vale lembrar que o caso da Receita, ainda que não consiga reverter a tendência pró-Dilma, talvez tenha força para conter parte da onda vermelha que se avoluma em todo Brasil. Serra ainda pensa em ganhar a eleição. “Folha”, UOL e as viúvas de FHC, a essa altura, querem evitar que o lulismo ganhe também em São Paulo e faça uma bancada muito forte no Senado. Vão jogar tudo nisso agora.

Por último, queria lembrar que há um mês escrevi aqui sobre o excesso de confiança de alguns eleitores de Dilma. Lembrei do passado de Serra, do desespero de um candidato que, derrotado, perderá Brasil e São Paulo (Alckmin, se ganhar, não dará moleza para o serrismo); um candidato capaz de qualquer coisa. Os alidos dele – no Jardim Botânico, na Barão de Limeira e às margens fétidas da marginal – também são capazes de qualquer coisa.

Desprezar o adversário é um erro grave. E a volúpia com que eles avançam nessa caso – pra lá de esquisito, com dados de um ano atrás, e relançado às vésperas da eleição – mostra que não há limites nessa guerra.

Serra não tem pudores de usar nessa guerra a própria filha – sócia da família de Daniel Dantas, é bom lembrar. Na verdade, é Serra que se parece com Collor na estratégia despudorada de usar a família em campanha.

Estratégia, além de tudo, golpista. O tucano, primeiro foi aos militares falar em República Sindicalista. E o PSDB agora pede a cassação de Dilma. Com qual indício? Não precisa. Eles querem sangue. Estão desesperados.

Numa entrevista recente, fui perguntado sobre a possibilidade de golpe no Brasil, como em 64. Expliquei que as coisas mudaram, e que golpe, se houver, será na linha hondurenha: com apoio da Justiça e aparência de legalidade. Sobre isso, falei aqui.

É para esse caminho que se dirigem agora os desajuizados tucanos paulistas. Terão sucesso? Tudo indica que não. Mas a atitude mostra como será tratada Dilma num provável governo.

Lula terá que entrar em campo, com cada vez mais força.

Fonte: Rodrigo Vianna
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